voce-precisa-gastar-seus-bitcoins

    O número de negociações feitas com o uso de Bitcoins vem crescendo cada vez mais em todo o mundo desde o surgimento da moeda digital em 2009.

    crescimento bitcoin

    Número de transações realizadas com bitcoin desde o surgimento da moeda em 2009. Fonte: Blockchain

    Mas mesmo em um cenário de crescimento, até usuários fiéis do Bitcoin tem grande resistência em utilizá-lo como meio de pagamento, apesar de já existirem mais de 15 mil estabelecimentos que aceitam bitcoin só no Brasil e outros tantos outros em todo o restante do mundo.

     

    As vantagens do uso do da moeda digital são inúmeras e uma das principais está justamente relacionada a seu crescimento. A valorização do Bitcoin como moeda, principalmente quando comparada às outras comuns é muito maior. Por muitos é considerada uma das melhores formas de investimento existentes, considerando o mercado atual.

    bitcoins valorizacao real

    Crescimento do preço do Bitcoin em Reais (BRL). Fonte: bitcoincharts.com

    Em face a essa valorização, os usuários têm mantido seus investimentos “debaixo do colchão”. A preferência fica em usar as formas de pagamento tradicionais ao invés dos preciosos Bitcoins. Porém, não é difícil entender que para o Bitcoin continuar crescendo e expandindo para novos mercados as pessoas precisam usá-lo de fato. Afinal, como convencer os estabelecimentos comerciais a aceitarem o bitcoin como método de pagamento se ninguém está disposto a usá-los? Vamos chegar lá.

    Bitcoins em circulação impulsionam o mercado

    Claro que, do ponto de vista econômico, comprar e guardar bitcoins por si só já contribui com o crescimento da tecnologia. Isso porque diminui a quantia de bitcoins em circulação, tornando-os mais escassos e pressionando assim o preço para o alto. Mas, melhor que isso, colocar os Bitcoins em circulação contribui ainda mais para o crescimento, não só do Bitcoin, mas de uma economia global com a moeda digital.

    Mas então, se guardar bitcoins é lucrativo e gastá-los é ainda melhor, porque as pessoas continuam guardando seus bitcoins? ( hodlers! ) A razão mais provável disso é que, fazer essas transações atualmente não é tão simples assim. Veja abaixo um exemplo:

    Até hoje ( porque vamos te mostrar como resolver isso no final deste post ) funciona mais ou menos assim: Você vê um smartphone à venda por R$ 2.000,00 e escolhe pagar usando seus ( preciosos ) bitcoins. Feita a compra, você acessa a sua corretora de bitcoins e faz uma solicitação de depósito no valor que você gastou comprando o smartphone. Então, você entra em seu internet banking, transfere o dinheiro, baixa o comprovante e envia pra a corretora. Depois disso tudo com certeza você toma um cafézinho, enquanto a confirmação do depósito é feita. E se com sorte o pagamento for confirmado, então você faz uma compra a preço de mercado de dois mil reais em bitcoins. ( Correndo o risco de conseguir menos bitcoins do que o efetivamente gastou na compra do celular ) Ufa… Complicado, não?

    Foi pensando nisso que o Biscoint criou o Hodler: Um repositor automático de bitcoins, feito para que as pessoas usem seus bitcoins sem remorso e mantenham suas economias intactas. Entenda como funciona a seguir.

     

    Conheça o Hodler

    O Hodler monitora em tempo real todos os gastos de sua carteira de bitcoin, a partir da chave pública estendida. Sempre que um novo gasto é detectado, ele faz uma compra automatizada de bitcoins, repondo a quantia gasta ( inclusive a taxa de transação ). A compra é feita no melhor preço daquele exato momento. Este preço é garantido pelo Biscoint, que encontra em tempo real o preço mais baixo de bitcoin. Ao final do mês, o usuário recebe uma fatura com código de barras pagável em qualquer banco. Com a fatura paga, o usuário resgata os bitcoins custodiados.

     

    Como utilizar?

    Atualmente o Hodler está em fase beta para usuários selecionados. Caso você tenha interesse, basta acessar o site hodler.io e se cadastrar para participar do beta.

     

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    Por Andreas M. Antonopoulos, tradução e adaptação de palestra dada em 03/12/2016 no Coinscrum {MiniCon}, ocorrido no Imperial College em Londres.

    aantonop

    Hoje eu quero falar sobre “guerra monetária” e a neutralidade do Bitcoin na guerra monetária.

    Provavelmente você já me ouviu dizer, já por bastante tempo agora, que eu acreditava que uma das primeiras aplicações que nós veríamos no Bitcoin teriam a ver com remessas internacionais, e aplicações transfronteiriças como importações e exportações, porque essas são áreas onde há uma quantidade de fricção no sistema financeiro tradicional. Então sistemas como Bitcoin, que são muito mais flexíveis, podem criar oportunidades, especialmente oportunidades para pessoas menos privilegiadas ao redor do mundo, especificamente imigrantes fazendo remessas internacionais em que pagam quantias extravagantes pra transmitir por meio de canais tradicionais como o Western Union.

    Acontece que eu estava errado. E não é a primeira vez. E nem a última, vai acontecer de novo. Mas vamos ver por quê eu estava errado.

    E é aí que fica interessante. Bitcoin não existe no vácuo. Bitcoin é uma moeda e um sistema de pagamentos que existe num mundo altamente competitivo de finanças internacionais, que responde por trilhões de dólares em pagamentos, todo ano, em 194 países.

    E e então, enquanto nós ficamos desenvolvendo belas aplicações para o Bitcoin, algo está acontecendo, que eu acho que vai mudar a trajetória de adoção do Bitcoin. Tempos muito empolgantes nos esperam adiante.

    O que aconteceu nos últimos dois anos é que nós agora estamos vendo uma guerra monetária em larga escala, que começou pequena logo após a crise financeira de 2008, e foi ganhando tração, e essa guerra monetária vai mudar a trajetória do Bitcoin.

    Algo que aconteceu fora do Bitcoin vai mudar como o Bitcoin vai se instalar. E essa guerra monetária tem bilhões de pessoas como reféns, sendo jogadas de um lado pro outro como peões em um jogo político, um jogo geopolítico.

    Então, vou dar os nomes de alguns países pra ver se vocês percebem algo em comum: Grécia, Chipre, Espanha, Venezuela, Argentina, Brasil, Índia, Turquia, Paquistão, Ucrânia.

    O que esses países têm em comum?

    Sim, pessoas maravilhosas e boa comida, mas que também, atualmente, estão metidas tanto em guerras monetárias doméstica como internacional. As pessoas desses países são reféns dessa guerra monetária.

    Se você estiver prestando atenção às notícias ultimamente, provavelmente você sabe que, nas últimas cinco semanas, na Índia, com menos de 4 horas de aviso prévio, o primeiro ministro Modi anunciou que as duas cédulas de maior denominação, a de 500 rúpias e a de 1.000 rúpias, não seriam mais “legal tender”, não seriam mais válidas. E deixariam de ser válidas em 4 horas. Assim, removendo 88% do dinheiro em espécie em circulação, num país onde mais de 95% de todas as transações se dão com dinheiro em espécie, onde 60% da população não tem conta bancária, e onde 25% da população não tem identidade com a qual abrir uma conta bancária.

    Na minha opinião, isso vai ser visto, no futuro, como um desastre natural, que não foi natural. Totalmente criado pelo homem. Um desastre humanitário que vai se desdobrar no próximo ano, e que vai ter um impacto imenso na Índia.

    O efeito imediato provavelmente será a perda de 2 a 4% do PIB do país. Mas o efeito borboleta, à medida que vemos setores inteiros da economia indiana entrarem em paralisia, porque os empregadores não conseguem pagar empregados, porque pessoas não conseguem comprar comida, não conseguem pagar por cuidados médicos, cuidados com saúde, porque não conseguem transacionar de forma nenhuma.

    Tem sido um desastre absoluto no curto prazo, e será um desastre continuado no longo prazo.
    Não se engane. Esse é um experimento que está sendo conduzido em 15% da humanidade como cobaias. Se esse experimento for bem sucedido – não em termos de como essas pessoas saem dele, mas em termos de se os objetivos do governo são atingidos – esse experimento será repetido.

    Será repetido em muitos países. Da mesma forma que o experimento dos resgates a bancos por confisco em Chipre foi exportado pra outros países, e esses experimentos estão acelerando.

    Há uma guerra global em andamento ao dinheiro em espécie. Estamos naquele ponto da história que está na mira, na visão dos governos mundiais, erradicar, de uma vez por todas, o dinheiro em espécie.

    Este, que é a forma definitiva de dinheiro pessoa a pessoa, transparente e privado, que permite a indivíduos transacionarem localmente dentro da comunidade, agora está sendo erradicado em favor de transações digitais, em plataformas que permitem vigilância, controle, confisco e taxas de juros negativas.

    E tudo isso virá logo em seguida, tão logo o dinheiro em espécie não for mais parte do panorama.

    Essa é a esperança deles.

    E se Deus quiser, vocês se juntarão a mim pra arruinar esse sonho.

    Mas há uma outra guerra monetária em andamento, e essa é uma guerra monetária internacional. É aquela em que nação se volta contra nação usando o dinheiro da bandeira, sua moeda nacional, como um instrumento de guerra comercial, pra inclinar a balança comercial e erodir a dívida nacional, em países que estão sofrendo enormes pesos de dívidas que eles não têm esperança de jamais pagar.

    Então, se você é um governo, e você tem dívida mensurada em bilhões ou trilhões de dólares, qual a melhor forma de pagar essa dívida? Aumentando o padrão de vida e produtividade até que você cresce a ponto de minimizar a dívida, ou confiscando as poupanças e aposentadorias da classe média, destruindo uma geração de trabalhadores, e fazendo-os pagar através de um imposto oculto, através de inflação?

    Bom, a gente sabe que lado os países estão escolhendo, porque a gente vê se concretizar de novo, e de novo, e de novo.

    Claro que não é assim que eles vendem. Eles não dizem: nosso plano pra sair da dívida é destruir os pensionistas, e a classe média, e criar um sistema de taxação oculta, e confisco, pra resgatar os bancos e resgatar a dívida do governo.

    Ao invés disso, o que eles dizem é: isso vai erradicar o dinheiro negro, isso vai acabar de uma vez por todas com a corrupção, e nós vamos vencer a guerra contra o crime.

    E todo mundo diz: uau, parece uma ideia maravilhosa! Bora nessa.

    Essa promessa, é quase sempre embrulhada em nacionalismo populista. O grande flagelo do século 21 é o ressurgimento do nacionalismo populista.

    O fascismo está aumentando. E assim como os políticos se cobrem com bandeira, eles também criam essa associação com o dinheiro nacional da bandeira, pra embrulhar o dinheiro no véu do nacionalismo, pra embrulhar as políticas de destruição de riqueza e confisco no véu do nacionalismo.

    Se você discordar da ideia de que os pensionistas devem pagar pela dívida nacional e pelo resgate dos bancos, se você discorda da ideia de que uma geração inteira de jovens deve se ver permanentemente desempregada ou mal empregada, ou trabalhando em sub-empregos, então você é um traidor do ideal nacionalista de acabar com o crime, o dinheiro negro, e a corrupção.

    Você provavelmente tem dinheiro negro escondido, não é mesmo? É essa sua motivação.

    Esse é exatamente o tom da discussão que está acontecendo nesse exato momento – em lugares como a Turquia, em que o Erdoğan anunciou que era o dever de todos, como cidadãos turcos, de vender seus dólares, e comprar lira e ouro, a fim de engrandecer o orgulho nacional.

    Onde o Modi, na Índia, usou exatamente o mesmo raciocínio, pra fazer todos sofrerem só um tiquinho. Porque as pessoas que mais sofrem não tem voz, eles são invisíveis. Especialmente na Índia.
    E a própria classe média, que sofre só um tiquinho, pode se revestir com a bandeira e abraçar esses ideais nacionalistas.

    Nessa guerra monetária, há uma força que se mantém neutra. Um porto seguro, como uma estratégia de saída, como uma oportunidade para as pessoas dizerem: quer saber, vá em frente, mas eu tô fora.

    E isso é o Bitcoin.

    O Bitcoin agora está na iminência de se tornar o porto seguro para bilhões de pessoas ao redor do mundo, que pela primeira vez terão a oportunidade de dizer: “eu já saquei pra onde vocês querem ir, eu não acredito nesse besteirol nacionalista, eu estou vendo a placa de saída, eu vou por aqui”. E saem, e se recusam a participar desses experimentos.

    E isso vai mudar radicalmente a trajetória do Bitcoin, vai mudar a tecnologia do Bitcoin, vai mudar a economia do Bitcoin, porque remessas internacionais é algo que os governos conseguem aturar. Tudo bem, vamos deixar que seja mais fácil para os imigrantes pobres mandarem dinheiro pra além dos muros do país, competindo mais ou menos com os bancos até o limite que a gente permite através de regulação.

    Mas essa nova proposta de que algumas pessoas vão poder pular fora desse experimento nacionalista, essa guerra monetária, não vai ser encarada com bons olhos.

    Bitcoin vai representar, em muitos desses países, uma afronta direta à soberania. E quando soberanos vêem uma ameaça direta ao seu domínio, às suas decisões, não importa quão arbitrárias, caprichosas e unilaterais sejam, não importa quão despreocupadas com o consentimento dos governados elas sejam, eles aplicarão a totalidade da força de que dispõem, a fim de neutralizar aquela ameaça.

    Eles vão fracassar.

    Mas não vai ser fácil.

    Quando essas coisas começam a acontecer, o equilíbrio entre moedas muda. Já começamos a ver isso. Se você quiser comprar Bitcoin na Índia hoje, prepare-se para pagar mais de $1.000 dólares. O prêmio sobre o Bitcoin subiu ao ponto de atingir um prêmio de 22% contra o preço do Bitcoin em qualquer outro mercado. Não dá pra fazer arbitragem sobre essa diferença facilmente, porque não há um fluxo suficientemente grande pro país pra contrabalançar a corrida louca para as saídas que está acontecendo.

    O yuan chinês se desvalorizou seis vezes, até agora, em 2016. E toda vez que o yuan chinês se desvalorizou, o valor do Bitcoin subiu em torno de um bilhão de dólares, na medida que milhões de chineses procuraram a saída.

    Toda vez que isso acontece, um prêmio é pago. Mas aqui está a boa notícia: adivinha quem ganha esse prêmio? Aqueles que estão dispostos a construir a sinalização para a saída e uma porta – um pequeno caminho enlameado que conduz pra fora desse experimento maluco – recebem em recompensa um prêmio de 20%. As casas de câmbio, os comerciantes do LocalBitcoins, os comerciantes off-chain, do subterrâneo, aqueles dispostos a assumir os riscos, de encarar a mão pesada do soberano, ganham um prêmio. E esse prêmio vai financiar diretamente o desenvolvimento da infraestrutura, liquidez, furtividade, descentralização, evasão, e todas as outras coisas que podem ser necessárias pra permitir que pessoas normais pulem fora da guerra cambial.

    Esses experimentos vão posicionar os governos em oposição direta ao Bitcoin. Não por algo que o Bitcoin fez, mas por algo que os governos fizeram a si mesmos.

    Quando eu estava crescendo, eu curtia bastante jogos de computador. E um dos meu jogos favoritos é um jogo chamado Sim City. Alguém jogou Sim City? Sim, muita gente jogou Sim City.

    Uma das coisas sobre Sim City que era muito legal é que você tinha controle completo e unilateral da economia. E um dos controles que você podia ajustar era o imposto de renda. E era sempre muito tentador, certo? Porque você podia estar jogando e se seu orçamento não estivesse lá balanceado, se as coisas não estivessem indo muito do jeito que você queria no jogo e você não estivesse conseguindo construir rápido como gostaria, você podia aumentar o imposto de renda de 5 pra 6%, e podia aumentar de 6 pra 7%.

    Havia consequências, é lógico. E então uma das formas pela qual você aprendia essas consequências é quando você ia longe demais. Então você aumentava de 5 pra 15%, e você enchia seus cofres, porque o rios de imposto de renda fluíam pra você, e você assistia sua população evaporar, enquanto todo mundo abandonava sua cidade.

    Esse tipo de jogo tem um nome. São chamados de jogos de Deus. E a razão por que são tão divertidos de se jogar, é que eles te permitem brincar de Deus sobre uma população indefesa.

    Olha outro recurso que você podia ter num jogo. Você podia construir sua cidade inteira, e então você podia enviar um tornado, um terremoto, um incêndio gigante, um tsunami, ou até um ataque do Godzilla na sua cidade.

    E adivinha? Nenhum desses ataques eram tão eficazes em drenar sua cidade quanto aumentar o maldito imposto de renda.

    Essas guerras monetárias são guerras contra a população. Elas são uma forma de guerra civil do governo contra seu próprio povo. Elas destroem gerações. Estima-se que, já nos primeiros dias, na Índia, centenas de pessoas morreram porque não podiam acessar dinheiro para tratamentos médicos, porque eles tinham que esperar em fila, pessoas debilitadas, deficientes, idosos, numa fila, por seis horas, pra pode sacar $30 dólares, se é que tinham esse tanto.

    Centenas de pessoas morreram nos primeiros dias. Milhares de pessoas vão morrer, apenas nas próximas semanas, enquanto esse experimento se desdobra. E isso se repete: dezenas de milhares de pessoas morreram na Venezuela, por culpa de controles monetários, por causa da destruição do sistema monetário. Isso é o que acontece quando governos decidem que a maneira de lutar uma guerra comercial é usar o próprio combustível da economia, a coisa da qual as pessoas dependem pra construir um futuro pra si mesmas, como uma arma contra outro governo, e o tiro dessa arma sai pela culatra, e mata seu próprio povo.

    Eles vão te dizer que o que estamos fazendo, ao encorajar as pessoas a usarem Bitcoin, é que somos traidores da nação, que somos criminosos, somos marginais, somos traficantes de drogas e terroristas.

    Não acredita em mim? Procure o que o governo indiano disse nas últimas duas semanas sobre pessoas que comercializam ouro no mercado negro: terroristas, criminosos, marginais.

    Eu sou só um programador, só um palestrante. Não sou um terrorista, não sou um marginal. Mas se eu tiver a oportunidade de construir uma saída desse sistema, eu vou aproveitar essa oportunidade, porque eu sei quem são os verdadeiros terroristas. E não há forma pior de terrorismo que criar guerra contra seu próprio povo, causando ruptura na própria força vital da economia deliberadamente, quando não há crise, criando um desastre natural de proporções enormes, simplesmente pra travar uma guerra monetária contra outro país.

    Quem se beneficia, no fim das contas? Os bancos!

    Eles são resgatados. Seus balancetes, na Índia, estão disparados. Suas ações, disparadas. O governo? Aumentos enormes na receita. E isso pára a corrupção? Não. Foi combustível para uma absoluta orgia de corrupção que até para a Índia é sem precedentes, da mesma maneira que alimentou uma orgia de corrupção em Chipre, na Grécia, Venezuela, Argentina e Ucrânia.

    Quando Modi anunciou que a moeda não seria mais válida dentro de 4 horas, ele também anunciou que os bancos estariam fechados por dois dias – a fim de prevenir que as pessoas iniciassem uma corrida aos bancos.

    Quando os bancos abriram, dois dias depois, milagrosamente, uma proporção significativa das reservas de dinheiro que eles possuíam estavam apenas nas notas ruins.

    De alguma maneira, algumas pessoas tiveram acesso a esses cofres, e trocaram seu dinheiro enquanto os bancos estavam fechados, aos bilhões de dólares.

    De alguma maneira.

    Se você estudou economia, um dos aspectos fascinantes em economia é a Lei de Gresham. E a Lei de Gresham diz que dinheiro ruim precede o dinheiro bom na economia. Quando eu li isso, enquanto estudava economia apenas como um hobby, eu não entendi de verdade a Lei de Gresham, e felizmente eu nunca havia visto a Lei de Gresham em ação. Estamos vendo a Lei de Gresham se manifestar, exatamente como previsto, em ação, hoje.

    Quando uma pessoa na Índia vai a um caixa automático, quando um venezuelano consegue dinheiro, quando um zimbabuense põe as mãos em dólares americanos, o que eles fazem com esse dinheiro? Eles gastam? Não, de jeito nenhum. Eles o enterram. Eles colocam embaixo do colchão. Eles o escondem, eles o economizam. Porque esse é o dinheiro bom, e ele imediatamente sai da economia. E eles pegam cada cédula fajuta que eles têm, cada nota de trilhão de dólares zimbabuenses, cada bolívar venezuelano que não vale porcaria nenhuma – e são carregados com carrinho de mão e pesados na balança, porque ninguém tem tempo de contá-los -, cada nota de quinhentas rúpias que agora não vale nada, e eles vão para seus funcionários, e seus dependentes, e seus empregados domésticos, e faxineiros, e pessoas que são desprivilegiadas na economia, e dizem: esse é o dinheiro com que vou te pagar agora. Aqui estão seis meses de salário adiantado. É pegar ou largar. Ou você está demitido, a escolha é sua. E eles despejam o dinheiro ruim sobre as pessoas que então têm que ir gastar seis horas numa fila pra trocá-lo, e pra serem questionados sobre como conseguiram esse dinheiro pelo oficial malvado do fisco, a caricatura do funcionário público.

    E adivinha com o quê eles pagam as propinas dos funcionários públicos? O mesmo dinheiro ruim. Então o dinheiro ruim é o único que está circulando, e o dinheiro bom desaparece completamente da economia.

    E quando eles obtiverem Bitcoin, eles vão hodlar. Eles vão enterrá-lo tão fundo, pra ter certeza que eles têm o bom dinheiro poupado para suas crianças, para o seu futuro, e eles vão trocar o dinheiro ruim por Bitcoin, e hoje em dia, todo dinheiro é dinheiro ruim.

    É praí que estamos indo. Dinheiro em espécie está sendo erradicado do mundo como um flagelo. Mas eles não podem ganhar esse jogo, porque dinheiro em espécie é algo que nós podemos criar. Dinheiro em espécie eletrônico. Dinheiro em espécie auto-soberano. Dinheiro em espécie verificável. Dinheiro em espécie digital. Dinheiro em espécie pessoa a pessoa. Bitcoin.

    Lembre-se de como isso vai mudar a trajetória da instalação do Bitcoin nos próximos dois anos. Vai ser em oposição direta a essa guerra monetária. E vai ser diretamente financiado pela guerra monetária.

    As guerras monetárias vão financiar investimentos em infraestrutura e melhorias no Bitcoin de maneira a gradualmente pegar aquela pequena sinalização de saída e aquela estradinha esburacada atrás dela, e ao longo dos próximos dois anos, enquanto as guerras monetárias se agravam, e se agravam, e se agravam, e elas vão, e elas precisam, à medida que falham e tentam novamente, nós vamos alargar aquela estrada esburacada, até que eventualmente, nós estaremos oferecendo a todas as economias uma rodovia de oito pistas Autobahn de saída da maldita guerra monetária deles, pra qualquer um poder pegar.

    Não vai estar disponível pra todo mundo a princípio. Apenas para os mais ricos. Os mais educados, os privilegiados, aqueles que possuem acesso a essas aplicações.

    Mas em algum ponto eles vão trazer algumas outras pessoas com eles, e gradualmente eles vão financiar a infraestrutura que vai permitir mais e mais pessoas saltar fora dessas economias.

    Então lembre-se que, enquanto isso acontece, nós vamos ser chamados de criminosos por oferecer uma saída. Em seguida vamos ser chamados de criminosos por apontar para a saída. Então vamos ser chamados de criminosos por apenas apontar para o fato de que a economia está em chamas, e que existe uma saída. E em cada estágio de agravamento das guerras monetárias, cada ato que você tomar em oposição ao fato observável de que a economia inteira está em chamas, toda chance que você der às pessoas de se dirigirem às saídas, você será o criminoso.

    E não vai demorar pra eles reescreverem a história. Eles vão reescrever a história pra dizer que a razão pela qual os bancos estão falindo, e a razão por que a economia está em chamas, é porquê você forneceu uma saída. É porque o Bitcoin existe.

    Eles dirão que o Bitcoin começou o fogo.

    E nesse ponto, todos vocês devem repetir e se lembrar o slogan que vai ser importante: nós não somos criminosos. Nós estamos oferecendo uma saída pra todo mundo.

    Nós não começamos o incêndio. Ele sempre esteve ardendo, desde que o mundo gira.

    Obrigado.

    Assista ao vídeo original:

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    Onde posso comprar com Bitcoin? Essa pergunta é muito comum entre as pessoas que se interessam em adquirir ou já possuem alguma quantidade de bitcoins. Pensando nisso, preparamos uma lista de estabelecimentos e locais e digitais que aceitam Bitcoin como forma de pagamento.

    Comprar com Bitcoin

    É possível realizar comprar em lojas físicas espalhadas pelo mundo. Só no Brasil, estima-se que já sejam mais de 15 mil estabelecimentos, e esse número aumenta todos os dias. Veja abaixo uma amostra de alguns estabelecimentos no Brasil que aceitam bitcoins:

    Aracaju

    Amorita Joias – joalheria

    By Belle Boutique – moda feminina

    Pousada Mar de Atalaia

    Brasília

    Mercado Viagens – pacotes turísticos

    Curitiba

    Electro Vibe – festas e eventos

    Q2 Informática – suporte em TI

    Florianópolis

    Caracol Hostel

    Goiânia

    Adega Suíça – venda de bebidas

    Natal

    Residencial Castor – apart-hotel

    Porto Alegre

    Acupuntura Doutor Bruno Villaça

    Quer Beijinho? – doceria gourmet

    Salvador

    Hospedaria Morada Simão Mota

    São Paulo

    Las Magrelas – bar e bicicletaria

    Prevet – clínica veterinária

    Qaz Street Art – galeria de arte

    Wayne Tattoo – estúdio de tatuagem

    Você encontra estes e muitos outros estabelecimentos que aceitam Bitcoins em todo o mundo acessando o mapa bitcoin.

    Compras online:

    Você também pode comprar serviços e produtos no ambiente online, como os oferecidos por estas empresas:

    AppIdeias  – Desenvolvedora de sites e aplicativos.

    ChunkHost – Hospedagem de Websites.

    Dell – Empresa de eletrônicos.

    Drall – Soluções em Tecnologia.

    ETIST – Desenvolvimento e Hospedagem de Sites

    GrupoW– Sistemas para Internet.

    GV8 – Sites e Sistemas– Franquia de Desenvolvimento de Sites e Sistemas.

    Hostinger – Hospedagem de Websites.

    HyperBit– Desenvolvimento de Software e Manutenção de Computadores.

    Microsoft – Empresa Mundial de Softwares e Soluções de TI.

    MicroUm – Criação de Sites e Lojas Virtuais.

    Steam – Plataforma de Games para computadores.

    Q2 Informática – Serviços de TI.

    TargetHost – Hospedagem de Websites.

    WebHaus – Hospedagem de Sites.

    Estes são só alguns dos negócios que aceitam bitcoins e a lista cresce a cada ano. A facilidade de receber e pagar com bitcoins faz com que esta lista cresça mais a cada ano.

    Aproveite e comece você também a movimentar bitcoins. Acesse o Biscoint e veja como comprar a moeda ou veja nossas dicas para adquirir bitcoins. Não perca nenhuma oportunidade e faça bons negócios com Bitcoin!

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    A Pamela Morgan aproveitou o ensejo do hack da Bitfinex para jogar luz sobre um recurso poderoso, porém mal compreendido do Bitcoin: a multiassinatura, e faz uma análise sob a ótica da segurança.

    Multisig

    “Como é que a multiassinatura falhou? Por que as pessoas perderam dinheiro? Pensei que multiassinatura era segura.” Depois do Hack da Bitfinex, ficou evidente que as pessoas não compreendem realmente o recurso de multiassinatura (multisig) do Bitcoin. Parece que há muita confusão sobre o que a multiassinatura é e o que não é, o que inerentemente faz ou não faz. Este artigo tem por objetivo esclarecer os equívocos mais comuns, explicar como a multiassinatura de fato funciona hoje, e por quê políticas de controle não substituem segurança organizacional, e o que você pode fazer para se proteger.

    Multiassinatura é uma ferramenta. Assim como qualquer outra ferramenta, ela pode ser utilizada para atingir uma variedade de resultados diferentes. Essa ferramenta pode ser usada para distribuir e diluir o risco de comprometimento ou perda de chaves, para redundância como um backup, e para criar contas conjuntas em que cada parte pode gastar de um fundo compartilhado, ou para separar papéis dentro de uma organização.

    Multiassinatura não é um plano de segurança. Ela pode ser um componente poderoso de um plano de segurança bem projetado, mas sempre será um mero componente. Dizer apenas “multiassinatura” sem explorar a implementação, como está sendo empregada, e quais objetivos se procura atingir, não tem sentido. Não é um feitiço de segurança, embora tudo ficaria tão mais fácil se o fosse.

    Pra que possamos compreender o que ela faz e o que não faz, precisamos entender um pouco sobre como ela funciona. Não se preocupe se você não for da área de tecnologia, este texto não foi escrito pra eles— foi escrito para todos os demais. ¹

    Criando um endereço multiassinatura. Para criar um endereço multiassinatura, você simplesmente precisa de mais de uma chave pública. Vamos a um exemplo. Alice, Bob e Charlie são os organizadores de um encontro local aberto sobre bitcoin. Eles querem angariar fundos para bancar o encontro mas não querem que nenhum deles, isoladamente, controle os fundos. Então eles criam um endereço multiassinatura, usando o software CoPay, que lhes permite escolher uma configuração 2-de-3, o que significa que dois dos três precisam autorizar uma transação para que ela seja válida. Neste caso, as combinações de assinatura possíveis podem ser A&B, B&C, A&C.

    O que realmente está acontecendo por trás dos panos? O software deles está construindo duas coisas: um script que contém as instruções de quantas assinaturas são exigidas e quais chaves públicas correspondem às chaves privadas que estão autorizadas a assinar (m-de-n), e um hash que é o endereço bitcoin começando com o número 3, derivado a partir do script. O script é comumente chamado de “script de resgate” pois contém os requisitos para resgatar ou gastar pagamentos a partir do endereço multiassinatura. ²

    Você pode pensar no script de resgate como um conjunto de controles de acesso permanentes e imutáveis. Esses controles de acesso limitado estão embutidos no próprio endereço bitcoin. O que significa que quando são enviados fundos para este endereço, o script de resgate deve ser satisfeito pra que haja movimentação de fundos. As regras são estabelecidas quando o endereço é criado e nunca podem ser modificadas. As regras são, literalmente, parte do próprio endereço. Este é um dos aspectos mais poderosos da multiassinatura, e é por isso que muitos a consideram mais segura que um endereço bitcoin tradicional de assinatura única. Quando a multiassinatura é usada como parte de um plano geral de segurança, ela pode fornecer proteção adicional contra desvios, erros, perdas, fraude, ponto único de falha, por requerir que múltiplas partes ou múltiplos dispositivos (multiassinatura multi-fator) aprovem uma transação.

    Mas perceba o que ela não faz.

    Não há limites de gasto; você pode sacar todos os fundos com uma única transação propriamente assinada.

    Não há limites temporais; você pode sacar fundos imediatamente com uma transação propriamente assinada.

    Não há limites de transação diários; você pode criar milhares de transações por minuto.

    Não há notificações; você não vai receber um e-mail ou mensagem de texto quando os fundos forem gastos.

    Políticas de controle não são parte inerente da multiassinatura hoje. A essa altura você pode estar confuso pois muitas carteiras fornecem esse tipo de serviços adicionais. Eles são anunciados como medidas de segurança adicionais, como controles adicionais. O que não deixam muito claro é que esses serviços são implementados pelo software da empresa e políticas internas—não pelo protocolo bitcoin. Isso é importante porque significa que esses controles podem ser contornados, os limites podem ser modificados. Enquanto a linguagem de scripting do Bitcoin continua a evoluir, e algumas políticas de controles baseadas no protocolo, como lock-time, estão disponíveis, elas ainda não foram amplamente implementadas.

    Pra levar pra casa: as políticas de controle atuais não são tão seguras quanto parecem. De fato, elas são apenas tão seguras quanto o sistema controlando as mudanças na política. Infelizmente, isso é menos seguro do que a maioria das pessoas pensa.

    Às vezes portadores de chaves automatizam a assinatura, com base em políticas de controle. Muitas carteiras multiassinatura (mas não todas) agora incluem assinatura automática de transações com base em políticas de controle como um recurso de suas carteiras. Nessas implementações, a empresa da carteira controla uma das chaves usadas para criar um endereço multiassinatura. Essa chave, e suas funções de assinatura associadas, são controladas pelo software escrito pela empresa—o software é comumente chamado de oráculo de assinatura, ou simplesmente oráculo. No momento em que o endereço é criado, além das chaves públicas, a empresa da carteira coleta as políticas de controle definidas pelo usuário. Por exemplo, um usuário pode estabelecer um limite diário máximo de $1.000,00 USD para saques. O endereço é criado e os parâmetros de assinatura para o oráculo são definidos.

    O processo de assinatura normalmente se dá da seguinte maneira—o usuário cria uma transação (por exemplo, pra $500,00 USD), a assina, e a envia para o provedor da carteira para contra-assinatura. O oráculo vê a transação, checa as políticas de controle (aqui os $500 são menos que $1.000), contra-assina e divulga a transação para a rede bitcoin. Rápido, conveniente, eficiente. Seguro? Talvez. Talvez não. Talvez aparente ser mais seguro do que realmente é.

    Segurança depende de vários fatores— não apenas de quantas chaves são requeridas para assinar uma transação. Depende de processos e políticas que definem as políticas de controle: Quem pode mudar os limites de gasto? Limites temporais? Notificações? Quando eles podem ser modificados? Há um período de esfriamento depois que eles são modificados em que nenhuma transação será assinada? Também depende da segurança interna da empres: Quem tem acesso ao oráculo ou as chaves de assinatura? Onde estão os backups e quem tem acesso a eles? Quem escreve o software do oráculo, e ele é de código aberto? Estes são apenas alguns exemplos de preocupações de segurança que não são tratados pela multiassinatura. Esta significa que mais de uma chave foi usada para criar o endereço. Nada mais. Não é um eufemismo pra segurança. Sozinha, não é suficiente para manter nossos fundos em segurança.

    Segurança não pode ser terceirizada. Como indústria, precisamos parar de confundir  a terceirização de chaves de assinatura com a terceirização da segurança.

    O simples fato de delegar a um terceiro as chaves de assinatura e controles do processo não vai proteger você ou seus clientes de roubo. Nós precisamos de padrões de segurança “opt-in“, como CCSS, e auditorias de segurança anuais. E o mais importante, precisamos focar em compreender os riscos e explicá-los aos usuários.

    Por último, lembre-se sempre: “Não são suas chaves, não é seu dinheiro.”

    Notas de rodapé: 1. Se você está lendo este artigo, eu presumo que você compreenda o básico sobre bitcoin. Bitcoin baseia sua segurança em criptografia de chaves públicas, veja https://en.wikipedia.org/wiki/Public-key_cryptography. 2. Tecnicamente, esse recurso é chamado P2SH ou pay-to-script-hash (pague para o hash do script), e não multiassinatura. Contudo, uma das implementações mais comuns do P2SH é conseguir multiassinatura e o termo multiassinatura (multisig) se tornou amplamente usado para fazer referência a essa implementação específica do P2SH.

    Educadora. Empreendedora. Advogada. Inspirada por empoderar outros. Acredita em justiça social, liberdade, e sorrir para estranhos.

    Texto original em inglês: https://medium.com/@pamelawjd/bitcoin-security-is-more-than-multisig-1b55768582f3#.x2giewscy

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    O Bitcoin surgiu apenas em 2008, mas já tem alguns fatos inusitados em seu histórico. Acompanhe algumas curiosidades sobre a moeda virtual que vem conquistando espaço em todo o mundo.

    US$ 4 milhões jogados no lixo

    curiosidades bitcoin lixo

    Em julho de 2013, em Newport (País de Gales), James Howell decidiu jogar no lixo um HD antigo que tinha em casa, porém o que ele não lembrava é que haviam 7500 bitcoins (BTC) na memória do HD.

    James tinha minerado os bitcoins em 2009, quando a moeda ainda valia apenas alguns centavos de dólar.

    Quando ele percebeu o que havia feito, seus bitcoins valiam mais de US$ 4 milhões e essa mina de ouro estava perdida para sempre. em meio a toneladas de lixo, em um aterro sanitário.

    Embora seja um terrível infortúnio para o pobre James, curiosamente, isso é bom para todos, pois é como se fosse uma doação para os demais participantes, segundo Satoshi Nakamoto – inventor da moeda.

    Bitcoin Boulevard

    curiosidades bitcoin boulevard

    Se por um acaso você visitar a Holanda nos próximos anos e tiver alguns bitcoins para gastar, não deixe de visitar a Bitcoin Boulevard, na cidade de Haia. Localizado nas ruas Bierkade e Groenewegie a Bitcoin Boulevard conta com estabelecimentos que aceitam bitcoins como forma de pagamento.

    Você pode jantar em um dos restaurantes e fazer compras nas lojas na galeria de arte da Boulevard, tudo usando apenas bitcoins.

    Outros países pelo mundo também vêm recebendo suas “bitcoin boulevards”, como Cleveland, nos Estados Unidos. A cidade conta com a North-American Boulevard, que é bem similar à que existe em Haia.

    Quem criou o Bitcoin?

    curiosidades bitcoin criador

    Quando a única coisa que se sabe sobre o criador do Bitcoin é que ele se chama Satoshi Nakamoto, uma dúvida aparece: Será que ele realmente existe ou é apenas um alias? Ninguém sabe…

    Satoshi é tão anônimo quanto o Bitcoin. Desde 2009, quando a moeda foi introduzida por ele para os primeiros usuários via e-mail, Satoshi ficou às sombras do Bitcoin e ninguém sequer ouve falar dele desde 2011.

    A pizza de milhões de dólares

    curiosidades bitcoin pizza

    A primeira compra de produtos realizada com bitcoins foi realizada em 22 de maio de 2010. Laszlo Hanyecs ofereceu 10 mil BTC por duas pizzas, o que, na época foi um negócio da China.

    Muito volátil, a moeda valia apenas frações de centavos de dólar em 2010 e a ideia de adquirir duas pizzas por milhares de bitcoins era mais que razoável.

    Porém em 2013 tudo mudou. Quando investidores e especuladores começaram a se interessar por bitcoins, a moeda virtual adquiriu grande valor.

    Com isso, 1 bitcoin chegou a valer até US$ 1200, mas logo se estabilizou entre US$ 500 e US$ 700. Convertendo para valores atuais, as pizzas de Laszlo valeriam cerca de US$ 6 milhões!

    Ao menos Laszlo Hanyecs pode se consolar em saber que sua compra foi um marco na história do Bitcoin. Na comunidade Bitcoin, o dia 22 de maio ficou conhecido como o Dia Internacional do Bitcoin.

    O Silk Road foi o 1º a ter grande volume de transações Bitcoin

    curiosidades bitcoin fbi

    O Silk Road era um mercado negro online, onde era possível comprar produtos e serviços ilegais de forma anônima através da rede Tor e utilizando Bitcoin como forma de pagamento.

    Como o Bitcoin é uma moeda que oferece anonimidade, ela funcionou perfeitamente para pessoas que desejavam comprar produtos obscuros como drogas ilegais no Silk Road.

    Isso até 2013, quando este mercado negro foi descoberto e derrubado por diversas agencias governamentais pelo mundo, como o FBI.

    Inclusive, o FBI concentra hoje cerca de 15% de todos os bitcoins existentes, que foram apreendidos durante a operação que deflagrou e encerrou o Silk Road.

    A agência americana está leiloando a bitcoins de forma gradativa para que eles voltem a circulação sem prejudicar o mercado.

    Projeções indicam que o último bitcoin será encontrado em 2140

    curiosidades bitcoin mineracao

    Em média, são minerados cerca de 1800 BTC por dia, e essa quantia cairá pela metade em 2020, e assim sucessivamente a cada quatro anos. No total, existem 21 milhões de bitcoins entre os que já foram e os que serão minerados.

    Quando esse montante for alcançado, não será possível produzir novos bitcoins.

    Quer saber tudo sobre Bitcoin, entender como funciona a moeda virtual e como aproveitar as oportunidades que ela oferece? Fique ligado no Blog Biscoint.io!

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    O Bitcoin cresce mais a cada dia e conquista seu espaço no mercado mundial, mas ainda é desconhecido para muitos. Como consequência, grandes oportunidades acabam sendo perdidas, por isso preparamos uma breve explicação para ajudar você a entender e aproveitar todo o potencial do Bitcoin.

    O que é Bitcoin?

    Bitcoin é a primeira moeda global, descentralizada, digital e programável do mundo. Ao contrário de outras moedas, como o Real ou o Dólar, o Bitcoin não é controlado por nenhuma entidade central, e a produção de novos bitcoins obedece regras pré-estabelecidas, conhecidas e garantidas pelos usuários participantes de forma descentralizada.

    Isso significa também que as transações Bitcoin não dependem de instituições financeiras para serem realizadas e o Bitcoin funciona em sua própria rede, sem intermediários, sem possibilidade de censura e confisco, e sem necessidade de cadastro ou abertura de conta.

    Você pode usar os bitcoins em sua carteira para comprar quaisquer produtos, fazendo a transação diretamente com o vendedor. Da mesma forma como você faria com cédulas, só que no ambiente digital.

    Como os Bitcoins são emitidos?

    Os bitcoins são emitidos a uma taxa fixa determinada pelo protocolo, atualmente de 12,5 bitcoins a cada 10 minutos mais ou menos. Esses bitcoins são atribuídos ao primeiro que encontrar uma solução válida para um problema matemático que requer enorme poder computacional e energia elétrica para ser resolvido, ou muita, muita sorte.

    A taxa de emissão cai pela metade a cada quatro anos aproximadamente, inicialmente, em 2009, era 50, em 2012, caiu para 25, e em junho de 2016 caiu para 12,5. Esse fenômeno é conhecido como “halving”.

    O interessante disso é que é impossível criar bitcoins além do que está estipulado. Essa é uma cláusula pétrea do Bitcoin e serão no máximo 21 milhões de unidades.

    Mas não se anime muito, mineração de bitcoins se tornou uma atividade altamente competitiva, e as chances de você conseguir minerar um bloco de bitcoins com seu computador são menores que as chances de ganhar na loteria.

    Mesmo que você participe de um “bolão” de mineração, seus ganhos seriam irrisórios.

    Acredite, mesmo que seu computador seja top de linha, os mineradores profissionais trabalham com equipamentos com chips denominados ASIC.

    Os mineradores, dessa forma, tornam a rede Bitcoin a mais segura do mundo, checando e aprovando cada transação conforme as regras do protocolo. Isso garante estabilidade e segurança para os usuários da rede em todo o mundo.

    Em breve faremos um post abrangente sobre mineração de bitcoins.

    Como adquirir Bitcoins?

    Já que minerar é uma possibilidade para poucos, assim como qualquer moeda, você pode adquirir bitcoins através de câmbio com outras moedas ou em troca de produtos e serviços.

    Existem sites especializados em câmbio de bitcoins e a cotação da moeda é determinada de acordo com o mercado financeiro e você pode checar o preço praticado pelas corretoras direto pelo Biscoint.io.

    A troca também pode ser feita em caixas automáticos de bitcoins ou negociação direta com outra pessoa (P2P).

    Quais a vantagens do Bitcoin?

    Por ser uma moeda descentralizada e sem o envolvimento de instituições financeiras, você realiza transações com liberdade, sem limites e sem as elevadas taxas bancárias.

    O Bitcoin elimina barreiras burocráticas e financeiras no processo de compra e venda de produtos e serviços em todo o mundo, permitindo a expansão de negócios com menos custos.

    Quer saber mais sobre Bitcoin? Fique ligado no Blog Biscoint.io para se aprofundar na história, características, conceitos e oportunidades que o Bitcoin oferece.

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    Cada vez mais o Bitcoin se torna pauta de conversas e negócios entre pessoas de todo o mundo, mas existem alguns termos que são utilizados neste universo que ainda são desconhecidos para muita gente. Preparamos uma lista com os termos mais usados no mundo dos bitcoins para que você fique craque no Bitcoinês. Acompanhe.

    Address (endereço)

    Um address bitcoin é usado para receber dinheiro em uma transação na rede Bitcoin. Ele é composto por uma cadeia de números e letras, que também pode ser representada em um QR Code.

    Isoladamente, o endereço bitcoin, é utilizado apenas para receber, portanto você pode passá-lo para qualquer pessoa sem risco que ela tenha acesso aos seus fundos. Assim como você informa sua agência e conta bancárias para receber um pagamento.

    Uma carteira de bitcoin moderna normalmente armazena vários endereços bitcoin juntamente com suas chaves privadas. Normalmente os endereços bitcoin começam com o número 1 ou 3, como este: 1NxaBCFQwejSZbQfWcYNwgqML5wWoE3rK4

    Bit

    Bit é uma unidade para designar uma subunidade do bitcoin. Assim, cada bitcoin é composto por 1 milhão de bits. Esta unidade é mais comum em compras de produtos ou serviços.

    Bloco

    Um bloco bitcoin é onde ficam registradas as transações bitcoin. Quando alguém cria uma transação bitcoin, ela é propagada por toda a rede bitcoin rapidamente e fica à espera de ser incluída em um bloco por um minerador, junto com as demais transações pendentes.

    Quando a inclusão em um bloco acontece, a transação passa a ser considerada “confirmada”.

    Blockchain

    O blockchain – também conhecido como “distributed ledger” (livro contábil distribuído) – é um registro público de transações Bitcoin.

    O registro é feito em ordem cronológica, sendo compartilhado entre todos os usuários Bitcoin. Ele contem o registro de todas as transações que já ocorreram na história do Bitcoin, desde a primeira delas em 03 de janeiro de 2009.

    Ele é usado para garantir um registro permanente e imutável de transações, impedir transações fraudulentas e evitar o problema de double spend.

    Com emprego de propriedades criptográficas, cada bloco bitcoin faz referência ao bloco anterior de maneira que qualquer adulteração mínima em um bloco anterior invalida não somente aquele bloco, mas todos os blocos subsequentes.

    É essa propriedade que dá o caráter imutável ao blockchain. Quanto mais antigo um bloco, mais segurança se tem de que ele não pode ser modificado.

    BTC

    É a unidade que designa o Bitcoin em transações financeiras, assim como USD designa o dólar e BRL designa o real.

    Confirmação

    Quando uma transação é incluída em um bloco, diz-se que ela tem uma confirmação. Quando um bloco é gerado após a transação, diz-se que a ela tem duas confirmações, e assim por diante. Quanto mais confirmações, mais custoso e improvável se torna reverter aquela transação.

    É consenso que uma transação pode ser tida como irreversível após seis confirmações.

    Private Key (chave privada)

    É um número secreto que permite que os bitcoins sejam gastos. Fica armazenado em sua carteira e a partir da chave privada deriva-se o endereço bitcoin.

    Se você perder sua chave privada, os bitcoins transferidos ao endereço correspondente serão perdidos para sempre. Por isso é imprescindível – e todos os aplicativos de carteiras insistem nisso – que você realize um backup da chave privada, ou do mnemônico da semente usada para criar novas chaves privadas.

    Curiosidade: o número de chaves privadas possíveis é tão gigantesco, que para comparar, a quantidade deles é próxima da quantidade de átomos existentes em todo o universo visível.

    Backup Mnemônico

    Quando você cria uma nova carteira bitcoin, ela tipicamente te pedirá para realizar um backup, e te informará um “código mnemônico” para você escrever em um papel.

    As carteiras modernas geram um novo endereço pra cada transação, mas na verdade elas estão gerando uma nova chave privada e, a partir dessa chave, deriva o endereço bitcoin. A criação dessas chaves é feita a partir de uma “semente” e, a partir de uma mesma semente, têm-se a garantia que sempre será produzida a mesma sequência de números.

    Dessa forma, se você perder seu celular, por exemplo, a partir do mnemônico você restaura a semente em um novo celular e a carteira consegue recriar exatamente as mesmas chaves privadas geradas (e respectivos endereços) que haviam sido geradas no celular antigo, restaurando pleno acesso aos bitcoins que haviam lá.

    Portanto muito cuidado ao guardar seu mnemônico. Quem tiver acesso a ele conseguirá gastar todos os seus bitcoins. No Bitcoin, você é o seu banco.

    Wallet (Carteira)

    Uma carteira Bitcoin é como se fosse a sua carteira, só que no ambiente digital. Ela contém as chaves privadas que permitem a você gastar seus bitcoins. Cada carteira mostra o total de bitcoins que ela possui e permite você realize transações diretamente, assim como uma carteira real.

    Caso queira enviar dinheiro a partir de um endereço, você precisa ter uma chave privada correspondente àquele endereço.

    Para aumentar a sua privacidade, as carteiras modernas de bitcoin geram uma nova chave e o endereço correspondente a cada transação. Mas não se preocupe, todos os endereços anteriores continuam ativos caso alguém mande dinheiro pra eles.

    Existem diversos tipos e formatos de carteira. O tipo mais popular são as carteiras mobile, que são aplicativos para smartphone.

    Cryptography (Criptografia)

    Criptografia é o estudo de princípios e técnicas para codificar uma informação de tal forma que apenas o destinatário seja capaz de compreendê-la. A criptografia é utilizada por bancos e empresas de eCommerce para oferecer segurança nas transações realizadas online.

    Na rede Bitcoin a criptografia existe para tornar impossível que uma pessoa gaste os fundos da carteira de outra pessoa. Também é possível encriptar a carteira Bitcoin para que ela só seja acessada com uma senha.

    Signature (Assinatura)

    Uma assinatura criptografada é um mecanismo matemático que permite que você prove ser dono de um bitcoin.

    Quando seu software Bitcoin assina uma transação com a sua chave privada toda a rede entende que a assinatura bate com a quantidade de bitcoins sendo gastos, mas não há como alguém descobrir qual a sua chave privada e se apropriar dos bitcoins que você possui.

    Mining (mineração)

    A mineração bitcoin é o ato de gerar novos bitcoins ao solucionar problemas criptografados pelo método de tentativa e erro (força bruta) utilizando computadores.

    É um processo competitivo, que funciona como uma corrida para quem encontra mais rápido a uma solução para o problema. O Bitcoin autorregula sua dificuldade de mineração para que a cada 10 minutos – aproximadamente – seja produzido um novo bloco com a recompensa para quem o minerou.

    Hash

    É um processo matemático que mapeia dados de comprimento variável para dados de comprimento fixo. No bitcoin, a utilidade central é mapear o conteúdo de um bloco de transações em um número de 160 bits, o qual chamamos hash do bloco.

    Um exemplo de um hash de bloco bitcoin:
    0000000000000000029d70032f1e91540fd1ea5acc107becd757a3a8ed937d4f

    Uma propriedade importante de um hash é que a mesma entrada (exemplo: bloco bitcoin) sempre irá produzir a mesma saída (hash), a um baixo custo computacional, porém o inverso não é verdade. Ou seja, partir de um hash e tentar encontrar um bloco que seja a entrada correspondente é difícil, pois requer um processo de tentativa e erro (força bruta).

    Difficulty (Dificuldade)

    A dificuldade da rede bitcoin é uma medida que representa o quão difícil é encontrar um novo bloco em comparação com o quão fácil este processo poderia ser.

    Ela é recalculada a cada 2016 blocos, representando em média o quão difícil seria encontrar os últimos 2016 blocos em duas semanas caso todos da rede estivessem minerando no mesmo nível de dificuldade. Em média, o valor representa um bloco a cada 10 minutos de mineração.

    Hash Rate

    É o número de hashes que pode ser trabalhado pelo minerador bitcoin em um período limitado de tempo – normalmente um segundo.

    Double Spend (gasto duplo)

    É um tipo de transação fraudulenta onde uma pessoa gasta o mesmo montante de bitcoins duas vezes em transações diferentes.

    Para convencer a rede de que houve somente um gasto, esta pessoa insere uma hash da transação em um bloco da blockchain.

    É muito difícil realizar um gasto duplo, porém há o risco assumido por pessoas que fazem transações sem confirmação.

    Aprender o “Bitcoinês” é um grande passo rumo a uma boa experiência lidando com bitcoins. Fique atento ao Blog Biscoint para aprender ainda mais sobre o fenômeno Bitcoin.

    Tem alguma dúvida sobre os termos listados e quer saber mais? Acha interessante adicionar outros termos Bitcoin? Queremos saber sua opinião, participe comentando!

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    Bitcoin Coins

    Há milhares de anos, o ouro tem sido usado como reserva de valor, como uma forma de preservar
    riqueza no tempo e no espaço. Preponderou como a moeda corrente mundial por excelência durante milênios. Nos dois últimos séculos, foi o padrão monetário ao redor do qual todas as demais moedas nacionais gravitavam.

    Contudo, com o fim de Bretton Woods, em 1971, o sistema monetário global rompeu com o último vínculo ao ouro. E, desde então, o vil metal não tem desempenhado praticamente nenhum papel monetário.

    Apesar disso, o ativo segue sendo procurado como proteção em momentos de turbulência, um investimento no qual o mercado se refugia em tempos de crise, um porto seguro num mar revolto.

    E o metal precioso brilha especialmente no momento atual, nesta era das políticas monetárias não convencionais e sem precedentes. Pois, quando bancos centrais de países desenvolvidos prometem injeções maciças de liquidez, desvalorizando suas moedas, os investidores naturalmente buscam um ativo que não pode ser inflacionado por ninguém, um ativo seguro capaz de preservar valor ao longo do tempo.

    Mas, inesperadamente, para a surpresa de todos e a despeito do ceticismo generalizado, eis que surge um novo ativo pretendente a status de porto seguro: o bitcoin, o ouro digital do século XXI.

    Assim como o metal milenar, o bitcoin não é passivo de ninguém. Tem oferta limitada e inviolável, uma escassez autêntica – algo inédito no mundo digital. Não pode ser inflacionado por nenhum governo ou banco, bem como o ouro.

    gold-vs-bitcoin-analysis

    As semelhanças, porém, acabam por aí. Porque, ao contrário do metal, o bitcoin é incorpóreo. É digital. Não pesa nada. É plenamente transportável e transferível para qualquer lugar do planeta.

    Diferentemente do ouro, não é preciso cargueiros ou bancos para realizar pagamentos em longas distâncias; o Bitcoin é simultaneamente uma moeda digital e um sistema de pagamentos.

    A divisibilidade do bitcoin é perfeita e infinita; já o metal, apesar de maleável, enfrenta os limites insuperáveis da física. Além disso, é desnecessário verificar a autenticidade de um bitcoin. Um bitcoin é um bitcoin e ponto. Estando devidamente registrado no blockchain, uma unidade de bitcoin é infalsificável. Basta acessar e comprovar. Fenômeno similar não ocorre com o ouro, cuja pureza e peso devem ser verificados com precisão.

    A grande vantagem do bitcoin em relação ao ouro – para usar o economês – está na enorme redução dos chamados custos de transação, pois ele prescinde de diversos intermediários. Entendendo as características e distinções entre o ativo milenar e o digital, fica claro por que o bitcoin tem comparativamente custos de transação tão mais reduzidos.

    Mas essas propriedades, por si só, fazem do bitcoin um ativo de proteção, um porto seguro?

    Se fizéssemos essa indagação em 2009, ano do surgimento do Bitcoin, a resposta seria um redundante não. Afinal de contas, quando do início do sistema, um bitcoin valia exatamente zero. Nada. Não havia nenhum preço de mercado. À época, qualquer investidor sensato rejeitaria a noção da moeda digital baseada em criptografia como ativo de proteção.

    Mas aos poucos a invenção revolucionária de Satoshi Nakamoto – o criador misterioso e até hoje desconhecido – foi ganhando adeptos, entusiastas, usuários, visionários e especuladores. De zero, um bitcoin passou a valer frações de centavos de dólar, alcançado, em 2011, a paridade de US$ 1. Naqueles tempos, o ativo era absolutamente ilíquido. Não havia negócios diários, eram poucos usuários e não havia mercados organizados para conectar compradores e vendedores.

    Hoje, sete após a invenção do “sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer”, uma unidade da criptomoeda é negociada por cerca de US$ 650 e conta com mais de US$ 1,5 bilhão de volume diário de transações nas bolsas de bitcoin mundiais. Comparativamente, o volume diário mundial do ouro está na casa dos US$ 20 bilhões, segundo a London Bullion Market Association. Frente ao metal, o volume da moeda digital ainda é baixo, mas está longe de ser desprezível e vem crescendo rapidamente.

    É no mercado nacional, contudo, que o bitcoin tem surpreendido. Nos primeiros seis meses de 2016, o volume de negócios realizados nas bolsas brasileiras superou o volume de negociação do ouro na BM&F. Os ativos OZ1D e OZ2D (lote de 250 g e de 10 g, respectivamente) registraram cerca de R$ 151 milhões em negócios, enquanto o volume nas bolsas de bitcoin ultrapassou R$ 164 milhões, um recorde para esse mercado ainda incipiente. Considerando apenas o mês de junho, o mercado de bitcoins apresentou um volume duas vezes maior que o de ouro. Uma marca histórica para um ativo inédito, ainda incompreendido por muitos.

    Por que esse mercado segue crescendo no Brasil e no mundo? Por que investidores têm alocado capital nesse ativo apesar da volatilidade relativa? Porque simplesmente é um ativo inédito, único e com propriedades intrínsecas extraordinárias, capazes de fazer do bitcoin um genuíno ativo de proteção.

    Especialmente quando levamos em conta as anomalias e os excessos do sistema financeiro vigente, o bitcoin sobressai-se por ser naturalmente blindado contra a discricionariedade dos bancos centrais e do poder coercitivo dos governos. Será que não tem valor um ativo imune a juros negativos, confiscos e inflacionismos de todo tipo? Será que não há utilidade em uma criptomoeda capaz de viajar o mundo instantaneamente, ignorando fronteiras artificiais, e sem depender de nenhum terceiro de confiança? Cada vez mais investidores vislumbram que a resposta a essas perguntas é um inequívoco sim.

    Mas estaria o bitcoin apto a suplantar o ouro como ativo de proteção, sendo encarado comoo verdadeiro refúgio dos investidores em momentos de crise? Potencial para tanto, parece ter. O metal precioso, porém, ainda conta com dois atributos quase intransponíveis: o track record e a maior estabilidade de valor. Para ambos os obstáculos, a solução para o bitcoin é a mesma: tempo.

    por Fernando Ulrich para o blog Moeda na era digital
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